Pandemia do novo coronavírus

Epidemiologista da Fiocruz critica merchandising político em torno da pandemia


Para Jesem Orellana, que é epidemiologista da Fiocruz na Amazônia, gestores precisam ser responsabilizados

Divulgação PCR / Andrea Rego Barros
FOTO: Divulgação PCR / Andrea Rego Barros
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O enfermeiro epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Jesem Orellana criticou na manhã desta sexta-feira (15) o que ele chama de merchandising político em torno da pandemia do novo coronavírus. Baseado na Amazônia, o especialista acompanha de perto a crise sanitária em Manaus, no Amazonas, que registra até falta de oxigênio nos leitos de UTI da cidade.

Com a falta de capacidade da estrutura hospitalar do Amazonas de atender todos os doentes de covid no estado, pacientes estão sendo transferidos para outros estados. Ao abordar a possibilidade levantada pelo governo federal de transferir os pacientes para hospitais universitários de outros estados, o especialista questionou qual a real intenção do governo com a medida.

“Essa medida serve para desafogar a gigantesca demanda reprimida em leitos clínicos e de UTI. No entanto, temos de lembrar que esta é mais uma atitude tomada que tenta apagar o incêndio depois que toda a estrutura está em cima e com isso fazer um merchandising político, com aviões da força aérea, quando a discussão deveria ser as causas da negligência que levaram a esta catástrofe humanitária”, afirmou Orellana.

Inédito

“Não temos nenhum relato no mundo de tamanha irresponsabilidade sanitária seguida de impunidade. Precisamos refletir o que aconteceu, punir severamente os responsáveis pela gestão da epidemia no estado do Amazonas e torcer para não acontecer o pior nesses estados que estão recebendo os pacientes”, acrescentou

Acompanhe a entrevista completa:


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