Pandemia do novo coronavírus

Medidas como o Lockdown são duras, mas são a única forma de salvar vidas, diz diretor da OPAS


O médico Jarbas Barbosa é pernambucano e mora nos Estados Unidos. Ele reforça que o Lockdown é eficiente para controlar a transmissão do vírus.

Gabriel dos Santos Araujo Dias
Gabriel dos Santos Araujo Dias
Publicado em 16/03/2021 às 11:27
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Em entrevista à Rádio Jornal na manhã desta terça-feira (16), o diretor-adjunto da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o médico pernambucano Jarbas Barbosa, defendeu que medidas mais duras como o lockdown são, sim, eficientes no combate à pandemia do novo coronavírus.

“Depois de um ano de pandemia, nós sabemos o que funciona e o que não funciona. Temos evidências que demonstram que as medidas de saúde pública podem controlar a transmissão. [É necessário] monitorar bem a situação da pandemia. Você pode ter uma situação controlada em um estado e não ter em outro. O índice de transmissão, a velocidade de transmissão, a ocupação dos leitos de UTI, outros indicadores que podem ajudar. Se você identifica que a transmissão está crescendo, tem de tomar as medidas”, afirmou o especialista que mora em Nova York, nos Estados Unidos.

Jarbas explicou que atividades não essenciais devem ser suspensas. “O governo precisa suspender atividades não essenciais, locais que não são essenciais e que causam aglomeração. É preciso controlar por um tempo para que a transmissão possa ser controlada. Não existe outra maneira de controlar a transmissão”, disse. “A gente está vendo que até países com alta taxa de vacinação, como no Chile, é necessário lockdown”, exemplificou.

“Essas medidas podem ser duras, mas são a única forma de salvar vidas. Se não se controlar neste momento, não teremos leitos, respiradores, nem mesmo em países ricos”, projetou.

O médico alertou, entretanto, que as medidas restritivas precisam ser acompanhadas de programas sociais para que a população possa aderir sem muita dificuldade. Ele disse também que a população precisa dar sua parte, usando máscaras e evitando aglomerações em lugares fechados.

Ouça a entrevista na íntegra:


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