Caso Suzane Von Richthofen

Suzane von Richthofen quase foi assassinada pelo PCC dentro da cadeia, relata livro; entenda motivos

Para conseguir se salvar, Suzane von Richthofen precisou se esconder dentro de armário; ela ficou 48 horas sem comer

Gabriel dos Santos Araujo Dias
Gabriel dos Santos Araujo Dias
Publicado em 04/10/2021 às 11:29
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A vida de Suzane von Richthofen dentro da cadeia não é nem de perto parecida com o conforto e leveza que ela vivenciava na mansão onde os pais foram mortos em 2002. Longe disso. De acordo com o livro "Suzane - Assassina e Manipuladora" do jornalista Ullisses Campbell, a loira foi ameaçada dentro do presídio pelo grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC) e não foi assassinada por muito pouco.

Por causa de sua fama, Suzane chegou a ser intimidada e vítima de extorsão, mas não cedeu às investidas das detentas relacionadas com o grupo criminoso. Por causa disso, a facção decidiu matar a mulher. De acordo com a investigação de Campbell, com o assassinato de uma das presas mais famosas do país, a ideia do PCC era mostrar força e buscar mais reconhecimento. (Veja como Suzane está hoje em dia, clicando aqui).

No dia da rebelião, no entanto, Suzane contou com a ajuda de uma agente penitenciárias que a escondeu dentro de um armário de ferro. As detentas conseguiram localizar Suzane, mas não encontraram meios para abrir o armário onde ela se escondia. Suzane ficou, então, 48 horas presas no local, sem comer e fazendo as necessidades fisiológicas ali mesmo.

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Veja relato do livro publicado inicialmente pelo portal UOL:

"(...) Quando a rebelião explode, uma carcereira esconde Suzane acocorada, dentro de um armário de ferro, no almoxarifado). (...) As presas começaram a martelar com selvageria o armário. A cada pancada, a porta do móvel entortava lentamente. (...) As sanguinárias do PCC passaram a rolar o armário pelo chão. Debilitada por inanição, debatendo-se e abalada psicologicamente, Suzane começa a passar mal. Tem forças para ouvir a voz de Maria Bonita (presa que seria do PCC). Eu sei que você está aí dentro, sua cadela! Vou cortar sua garganta!". (Trecho do livro "Suzane - Assassina e Manipuladora).

"Suzane ficou 48 horas trancada, sem água, e fez as necessidades ali. Só foi salva porque as presas começaram a brigar entre si, umas delas foi assassinada na briga, e porque o Batalhão de Choque invadiu a penitenciária. Depois de quase ter morrido, ela pediu uma indenização ao Estado, alegando que ele não a protegera. O juiz negou a indenização. Entendeu que ela fora sim protegida, pois trancada em um lugar seguro", detalhou o escritor do livro ao portal UOL.

Daniel Cravinho (no centro da imagem) era namorado de Suzane von Richthofen na época do crime
Daniel Cravinho (no centro da imagem) era namorado de Suzane von Richthofen na época do crime
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Acredita-se, inclusive, que foi devido a essa agente penitenciária, que era bastante católica, que Suzane, então luterana, converteu-se ao catolicismo. No dia do julgamento, em 2006, como mostra o filme "O menino que matou meus pais", Suzane ficou o tempo inteiro com um terço na mão.

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Mais ameaças

A detenta morta na rebelião que pretendia matar Suzane era Quitéria Silva Santos, uma das líderes do PCC. Revoltada com a morte de Quitéria, a companheira da detenta morta, conhecida como Maria Bonita, começou, então, a perseguir Suzane, fazendo diversas ameaças. Suzane precisou formalizar uma denúncia contra a mulher na direção do presídio, e Maria Bonita foi transferida de pavilhão. Depois, Suzane também foi transferida, após a condenação pela morte dos pais.

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