CRIME

VÍDEO: Suzane von Richthofen em entrevista a Gugu, em 2015, contou que recebia visitas do irmão Andreas Albert na prisão


Suzane von Richthofen foi condenada em 2006 por ter articulado o assassinato dos próprios pais com a ajuda dos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 06/10/2021 às 15:57
Reprodução/ Internet
FOTO: Reprodução/ Internet
Leitura:

Após a famosa entrevista dada ao Fantástico em 2006, Suzane von Richthofen só conversou abertamente com a imprensa em 2015. A entrevista foi dada ao apresentador Gugu Liberato, falecido em 2019, na sua estreia na Rede Record.

Na conversa, que durou cerca de uma hora e meia e recebeu diversas críticas por conta do sensacionalismo, ela falou sobre o irmão, Andreas Albert, a relação com a família, o namoro com Daniel Cravinho e o assassinato dos pais. Em certo momento, Sandrão, então namorada de Suzane, participa da entrevista e fala sobre a relação das duas.

Visitas de Andreas Albert

Na entrevista, Suzane von Richthofen falou que sentia muitas saudades da família e afirmou que recebia visitas do irmão, Andreas Albert, na cadeia.

Segundo ela, à época do crime, seu irmão demonstrou vontade em manter contato com ela. "Ele era uma criança ainda (...) adolescente [na época do crime]. Eu não sei o que aconteceu com ele depois de tudo isso, mas foi isso que ele me falou, que não queria ficar longe de mim. E realmente, durante muito tempo ele foi me visitar. Quando eu tava presa em São Paulo ele ia me visitar", contou.

>> Confira depoimento de Andreas von Richthofen em julgamento que condenou Suzane em 2006; veja o que ele disse ao juiz

>> Caso Richthofen: Onde fica e o que aconteceu com a mansão onde o crime ocorreu? Veja fotos do imóvel

Suzane von Richthofen diz que para ela era sofrido ver o irmão naquela situação. "Era uma coisa que era muito sofrida para mim também. Ver meu irmão entrando numa cadeia não é fácil. Passar por revista não é fácil. Todo aquele constrangimento de ir numa cadeira e a gente sabe que é ruim, um clima pesado, um lugar triste de sofrimento e eu não queria isso para ele. Mas ele fez isso por mim. Ele foi por muito tempo me visitar", afirmou.

Segundo Suzane, seu irmão teria dito que não queria perdê-la após ter perdido o pai e a mãe e também teria dito "eu te perdoo. Eu vou ficar com você".

Suzane diz que contou tudo para o irmão

Suzane reconhece que o sobrenome von Richthofen ficou marcado e falou que após as visitas do irmão cessarem ela não sabia mais informações sobre Andreas Albert. "Eu sei que meu irmão sofreu pra caramba. A única coisa que eu sei é que ele dá aula em uma universidade, mas onde e como ele passou esses anos eu não sei nada. Sei que ele sofreu, porque se eu aqui dentro sofri, imagina ele lá fora toda vez que alguém reconhecia esse sobrenome que ficou super marcado e falava 'ah! É você? Você é o irmão da Suzane?'. Eu sei que causei muito mal a ele, mas queria que ele me perdoasse e estivesse presente", comentou.

Em uma parte da entrevista, Suzane disse que pediu perdeu a Andreas e que contou "tudo para ele que tinha acontecido".

Arrependimento?

Em parte da entrevista, Suzane von Richthofen diz que sabe que o dia do assassinato dos seus pais marcou sua vida para sempre. "É um dia que eu nunca mais vou esquecer na minha vida. Marcou e mudou a minha vida de uma forma que nunca mais vai ser igual (...) Naquele dia, eu estraguei não só a minha vida, como a do meu irmão, dos meus pais e da minha família toda de uma forma que não tem mais volta", afirmou.

A mulher que planejou o assassinato dos próprios pais ainda disse que queria poder fazer diferente. "Putz! Como eu queria fazer diferente. Mas não tem como mudar tudo o que aconteceu", disse.

Assista a entrevista completa:

Relembre o caso

Em 31 de outubro de 2002, Daniel e Cristian Cravinhos entraram na casa da família von Richthofen com ajuda de Suzane e atacaram Manfred e Marísia von Richthofen. O casal foi brutalmente assassinado com golpes de barras de ferro na cabeça enquanto dormia em sua mansão na rua Zacarias Góis, no Brooklin, zona sul de São Paulo. A mulher ainda foi asfixiada com uma toalha e um saco plástico.


Mais Lidas