
Desde o início da guerra na Ucrânia, muito se questiona sobre se e quando países do Ocidente devem enviar tropas para lutar contra a Rússia. A entrada de grandes potências bélicas como Estados Unidos e França neste conflito, no entanto, não é desejada por ninguém que tenha preocupações com a vida humana, já que o confronto direto entre elas e a Rússia resultaria num número gigantesco de mortos, inclusive de civis.
Peça chave para entender a atual guerra, a OTAN é uma aliança militar que reúne 30 países que se protegem militarmente. Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido são alguns dos países que integram o grupo. Se um deles for atacado, todos devem reagir para proteger o país invadido, segundo o artigo quinto do tratado que estabelece a OTAN.
Ucraniano sozinho e desarmado tenta parar um tank invasor russo.
— Isaias Xavier (@Isaiasxavierr) February 28, 2022
Ucranianos não desistiram da sua terra.#UcraniaRussia #Ucrania #Russia #GuerraNaUcrania #Guerra pic.twitter.com/5OOAum6jJ0
Mas a Ucrânia não integra esse grupo de países e, por isso, a OTAN não deve enviar tropas mesmo que para proteger a população ucraniana. Do contrário, há o risco de, como ameaçado pelo presidente russo, Vladimir Putin, se esses países se intrometerem no conflito, a guerra ultrapassar as fronteiras ucranianas e chegar a outros países e continentes.
Como Estados Unidos e Rússia são os países com o maior número de militares e armas - incluindo armamento nuclear - do mundo, um confronto entre essas duas potências dizimaria cidades inteiras. A depender da quantidade e intensidade de bombas usadas, seria o fim da própria humanidade.
Os crimes de guerra já estão a acontecer na Ucrânia. pic.twitter.com/frFNffNkZ8
— ????????????????????????????????????????????? & ????????????????????????????????????????????? (@chefedocartel) February 26, 2022
Neste momento, o que países que integram a OTAN estão fazendo é enviando dinheiro e armas para ajudar o Exército ucraniano a se defender. Além disso, países do Ocidente estão impondo sanções econômicas contra a Rússia, em uma tentativa de pressionar Vladimir Putin a recuar.
Ciberataque pode causar acionamento do artigo 5º?
De acordo com a CNN Portugal, a agências de notícias Reuters apurou que a OTAN avalia que um ataque cibernético da Rússia contra um dos países-membro da aliança militar possa ativar o artigo 5º, que diz que se um país for atacado, todos devem reagir para proteger o país atacado.
Hj de manhã já tinha publicado um vídeo mostrando um blindado russo abandonado e agora começam a aparecer dezenas de vídeos mostrando veículos russos sem combustível e soldados russos sem comida, totalmente parados no meio da Ucrânia. A logística na guerra não é fácil! pic.twitter.com/68VZsNP94S
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) February 26, 2022
Na prática, até hoje, considera-se um ataque quando tropas invadem fisicamente um território - ou seja, quando tanques, militares armados ou mísseis de um país, por exemplo, atacam outra nação.
No entanto, com o avanço da tecnologia, ataques hacker contra sistemas digitais, sites e e-mails de autoridades estão sendo feitos nesta guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Um pai na Ucrânia envia sua filha para zona segura sem saber se poderá vê-la novamente. O custo humano da guerra é insuportável. pic.twitter.com/2KeR1Jv9W5
— Juninho (@juninhotuite) February 24, 2022
"Os aliados reconhecem que um impacto significativo de um ataque cibernético malicioso pode ser considerado, em certas circunstâncias, um ataque armado", afirmou uma fonte da OTAN à Reuters.
Imagens mostram objeto sendo abatido sobre Kiev. Governo ucraniano afirma que se trata de um avião russo. Capital da Ucrânia é alvo de mísseis balísticos e de cruzeiro. Sistema antiaéreo entra em atividade. pic.twitter.com/aHdPQlAwkh
— Renato Souza (@reporterenato) February 25, 2022
"Não vamos especular sobre o que pode ser um ataque cibernético muito sério que espoletasse uma reação coletiva. As respostas a esse ataque podem ser sanções diplomáticas ou económicas, medidas cibernéticas ou eventualmente forças convencionais, dependendo da natureza do ataque", acrescentou.
Em caso de um ataque cibernético da Rússia contra um país que integra a OTAN, a fonte diz que a reação da aliança militar será debatida e a decisão será política. "Isso seria uma decisão política que teria de ser tomada pelos aliados da Otan".
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