
Após ter sido vaiado por militantes em evento com Lula (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e sindicalistas em São Paulo, na quinta-feira (14), o deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, decidiu cancelar o ato em que seu partido anunciaria apoio à candidatura do ex-presidente ao Planalto.
O evento, que estava marcado para o dia 3 de maio, marcaria o ingresso oficial da legenda na coligação que conta PT, PSB, PV, PCdoB e PSOL.
Segundo aliados, Paulinho comunicou a decisão à presidente do PT, Gleisi Hoffmann, na manhã desta sexta (15).
O deputado teria dito à dirigente petista, de acordo com relatos, que vai ouvir o partido novamente para definir o caminho do Solidariedade.
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No entanto, após receber um convite do ministro Ciro Nogueira (PP-PI) para ingressar na base do presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado afirmou que analisa a possibilidade de desembarcar do barco petista.
"Estou começando a achar isso, viu, cara? Começando a pensar em aderir a esse seu blocão aí, viu, cara?”, afirmou Paulinho, se referindo à aliança em torno de Bolsonaro, em áudio divulgado pelo site O Antagonista.
Por causa do episódio, Paulinho comunicou aos estados que cada diretório está liberado para definir localmente seus apoios.
“O partido já liberou todos os diretórios estaduais para tomar uma decisão", afirmou o deputado Zé Silva, do Solidariedade de Minas Gerais, contando que em seu estado o partido já decidiu que não apoiará nem Lula nem Bolsonaro.
Futuro de Marília Arraes
Se o Solidariedade, de fato, desistir de apoiar o ex-presidente Lula, a campanha da deputada federal Marília Arraes (SDD) ao governo de Pernambuco pode ser prejudicada.
Isso porque, a parlamentar tem buscado o apoio do petista para a disputa. Ela tem vivido uma 'quebra de braço' com o também deputado federal Danilo Cabral (PSB).
O socialista alega ser o único postulante ao Palácio do Campo das Princesas a contar com o apoio de Lula nas eleições 2022.
Por meio e sua conta oficial no Instagram, a deputada emitiu uma notareforçando que o Solidariedade e Lula estão juntos e "querem derrotar o autoritarismo e a instransigência".
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