Entrevista

LULA: 'Meu candidato a governador de Pernambuco é Danilo Cabral', diz petista na Rádio Jornal

O ex-presidente Lula concede entrevista exclusiva ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, na manhã desta sexta-feira (29)

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 29/04/2022 às 9:10 | Atualizado em 29/04/2022 às 9:59
Entrevista
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Ex-presidente Lula em entrevista à Rádio Jornal - FOTO: Reprodução
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Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, na manhã desta sexta-feira (29), o ex-presidente Lula, pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PT, afirmou que em Pernambuco seu candidato ao governo do Estado é o deputado federal Danilo Cabral (PSB).

"Quando Marília Arraes saiu do PT, ela criou uma dificuldade para mim, em relação ao acordo que firmamos com o PSB. Por isso, meu candidato a governador de Pernambuco é Danilo Cabral", afirmou Lula.

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"Meu candidato é o Danilo, por causado acordo que temos com o PSB. Um acordo que tem o Alckmin como parte do PSB. O PSB ganhou dimensão importante. Mantenho relação de respeito com Marília, mas vou trabalhar para Danilo ser o governador de Pernambuco", garantiu Lula.

O ex-presidente, porém, ressaltou que não irá impedir que a deputada federal Marília Arraes (SD) use sua imagem na campanha. "Não vou brigar com ninguém".

ALIANÇA COM ALCKMIN

O petista saiu ainda em defesa da chapa com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, recém-filiado ao PSB. Na avaliação de Lula, o ex-tucano lhe ajudará a governar o Brasil muito melhor que seus outros dois governos.

“Estou muito feliz de fazer esta aliança com o governador Geraldo Alckmin. Ele chega para completar a necessidade que tenho de falar com outros segmentos da sociedade. Ele, certamente, vai me ajudar a fazer um governo muito melhor que antes”, declarou.

REVOGAÇÃO DO MANDATO DE BOLSONARO

Ainda durante a entrevista, Lula defendeu a revogação do mandato do presidente Jair Bolsonaro (PL). Na avaliação do petista, ele deveria assumir no lugar no ex-capitão.

A declaração do petista se dá após a decisão do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) que considerou que ele teve violados os direitos políticos, a garantia a um julgamento imparcial e a privacidade na Lava Jato.

“Ontem a ONU deu um chute e mostrou a pouca vergonha que foi feita para impedir que o Lula fosse presidente da República em 2018. Agora a União tem até 180 para saber como ela vai repor os prejuízos que eu tive. O correto era revogar o mandato de Bolsonaro e me colocar na Presidência, mas como já está no fim, eu também não quero”, afirmou Lula.

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