Assassinato

CASO DANIELLA PEREZ: Assassina da atriz teve direito a esquecimento negado pelo STJ

Paula Nogueira Peixoto tentou impedir a publicação de uma matéria sobre sua vida em liberdade

Maria Clara Batista
Maria Clara Batista
Publicado em 26/07/2022 às 16:42
Notícia
Reprodução/TV Globo
A atriz Daniella Perez / PAULA NOGUEIRA PEIXOTO ADVOGADA; DANIELLA PEREZ MORTA; COMO ESTÁ PAULA THOMAZ HOJE; QUEM MATOU DANIELLA PEREZ - FOTO: Reprodução/TV Globo
Leitura:

A série documental "Pacto Brutal: o assassinato de Daniella Perez", da HBO Max, tem levantado debates sobre o assassinato da jovem atriz, há 30 anos atrás, filha da autora Gloria Perez.

Em 2013, a cúmplice do crime, Paula Thomaz (hoje, Paula Peixoto), recorreu ao Superior Tribunal de Justiça para não ter seu nome ligado ao passado tenebroso.

Contudo, o pedido foi negado. 

>>> CASO DANIELLA PEREZ: Revelado por que fotos cruéis da atriz foram usadas em 'Pacto Brutal', série da HBO sobre o crime; VEJA AQUI

DANIELLA PEREZ MORTA; QUEM MATOU DANIELLA PEREZ

Daniella Perez, filha da autora de novelas Glória Perez, foi assassinada em 1992, aos 22 anos, pelo seu companheiro de elenco na novela "De Corpo e Alma", o ex-ator Guilherme de Pádua.

Paula Thomaz, que hoje assina como Paula Nogueira Peixoto, foi cúmplice de Guilherme. Daniella foi apunhalada com 18 punhaladas de tesoura e teve seu corpo desovado em um terreno baldio.

COMO ESTÁ PAULA THOMAZ HOJE; PAULA NOGUEIRA PEIXOTO ADVOGADA

Paula foi condenada a 18 anos e seis meses de prisão por ser considerada cúmplice de Guilherme de Pádua. Ela passou seis anos presa, recebendo liberdade condicional em 1999.

Paula Nogueira Peixoto se formou em direito quando ainda estava em regime semiaberto, de acordo com informações do colunista Paulo Sampaio, de UOL TAB.

Em 2013, Paula tentou impedir que uma publicação da Istoé sobre a vida dela em liberdade. A advogada apelou para o Superior Tribunal de Justiça com base no direito ao esquecimento.

No entanto, a 3ª Turma do STJ, negou o pedido.

Daniella Perez é homenageada no último capítulo da novela 'De Corpo e Alma'

O relator do caso, o ministro Ricardo Villas Bôas afirmou que aceitar o pedido significaria o “apagamento de trecho significativo não só da história de crimes famosos que compõem a memória coletiva, mas também de ocultação de fato marcante para a evolução legislativa mencionada”.

Além disso, o magistrado também alegou que não se pode ocultar fatos marcantes para a evolução legislativa da questão do direito ao esquecimento.

.

Comentários

Mais Lidas