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"Há vidas que nos tocam profundamente", diz o psicólogo Sylvio Ferreira


No quadro Psicologia em Movimento o psicólogo Sylvio Ferreira fez uma reflexão sobre o significado do texto dele "Há vidas" publicado no facebook

Publicado em 23/06/2017, às 00:46


Rádio Jornal
Carol Santos

Imagem do vídeo que acompanha a publicação do professor Sylvio no perfil pessoal dele no facebook.
Foto: reprodução/facebook.

"Há vidas que nos tocam profundamente, outras vidas, em termos de um contato, de uma aproximação, convivência com as pessoas, não nos dizem muito", refletiu o psicólogo Sylvio Ferreira na coluna Psicologia em Movimento desta quinta (22) - a coluna ocorre nas terças-feiras, mas devido aos jogos futebol, o programa hoje abriu espaço para todos os colunistas da semana. "Há" no sentido de existir, esse foi o direcionamento do, também professor, Sylvio ao escrever a publicação em seu perfil pessoal no facebook.

»Você sabe a origem do São João?

Sylvio deu ênfase à diversidade. As pessoas passam ou conhecem outras pessoas diariamente e cada um tem a sua particularidade, identidade formada por uma série de características ligadas à descendência delas e ao meio, no qual, vivem. Ao abrir espaço e se desprender das ideias pré-definidas sobre lugares e culturas, pode-se viver experiências e conhecer o lado rico de cada elemento que a compõe - dança, música, linguagem, ações, comida, etc.

Alguns vivem de maneira mecânica sem ter algo de interessante a oferecer, ao cruzar com pessoas "ricas" mesmo na simplicidade, a essência delas chama a atenção.



Confira a coluna na íntegra:

Há vidas

"A vida é a arte do encontro, já dizia o poeta. Mas também do desencontro, nós sabemos. Há vidas que nunca se tocaram, embora houvesse tudo para que acontecesse o oposto. Outras, que se tangenciam. Enquanto outras nos suavizam os dias. Mas também há aquelas que os tornam mais difíceis, mais duros, quase insuportáveis.

As que suavizam, justificam-se por si sós. As que promovem o contrário, essas não merecem nenhuma justificativa. Há vidas que se tocam e se apartam. Enquanto outras se aninham e se enroscam nas nossas para sempre. Há também aquelas que não conseguimos nos imaginar sem elas, por perto ou ao lado. Todavia, não há nenhuma garantia que assim seja. Há vidas que somem das nossas como rolos de fumaça no ar. Vão-se sem deixar registro.

Mas também não deixam saudade. Enquanto há outras que nos tocam de modo tão especial, e tão intensamente, que fazem com que as nossas vidas beijem as estrelas, toquem na cumeeira do céu, e abracem a eternidade."


Audioteca

"Há vidas que nos tocam profundamente", diz o psicólogo Sylvio Ferreira



Publicado em 23/06/2017, às 00:46


Rádio Jornal
Carol Santos

[IMAGEM]

"Há vidas que nos tocam profundamente, outras vidas, em termos de um contato, de uma aproximação, convivência com as pessoas, não nos dizem muito", refletiu o psicólogo Sylvio Ferreira na coluna Psicologia em Movimento desta quinta (22) - a coluna ocorre nas terças-feiras, mas devido aos jogos futebol, o programa hoje abriu espaço para todos os colunistas da semana. "Há" no sentido de existir, esse foi o direcionamento do, também professor, Sylvio ao escrever a publicação em seu perfil pessoal no facebook.

»Você sabe a origem do São João?

Sylvio deu ênfase à diversidade. As pessoas passam ou conhecem outras pessoas diariamente e cada um tem a sua particularidade, identidade formada por uma série de características ligadas à descendência delas e ao meio, no qual, vivem. Ao abrir espaço e se desprender das ideias pré-definidas sobre lugares e culturas, pode-se viver experiências e conhecer o lado rico de cada elemento que a compõe - dança, música, linguagem, ações, comida, etc.

Alguns vivem de maneira mecânica sem ter algo de interessante a oferecer, ao cruzar com pessoas "ricas" mesmo na simplicidade, a essência delas chama a atenção.

Confira a coluna na íntegra:

[uolmais_audio 16251280]

Há vidas

"A vida é a arte do encontro, já dizia o poeta. Mas também do desencontro, nós sabemos. Há vidas que nunca se tocaram, embora houvesse tudo para que acontecesse o oposto. Outras, que se tangenciam. Enquanto outras nos suavizam os dias. Mas também há aquelas que os tornam mais difíceis, mais duros, quase insuportáveis.

As que suavizam, justificam-se por si sós. As que promovem o contrário, essas não merecem nenhuma justificativa. Há vidas que se tocam e se apartam. Enquanto outras se aninham e se enroscam nas nossas para sempre. Há também aquelas que não conseguimos nos imaginar sem elas, por perto ou ao lado. Todavia, não há nenhuma garantia que assim seja. Há vidas que somem das nossas como rolos de fumaça no ar. Vão-se sem deixar registro.

Mas também não deixam saudade. Enquanto há outras que nos tocam de modo tão especial, e tão intensamente, que fazem com que as nossas vidas beijem as estrelas, toquem na cumeeira do céu, e abracem a eternidade."