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Recife recebe a exposição “As Meninas do Quarto 28”


A exibição internacional As Meninas do Quarto 28 é aberta ao público e conta com mais de 50 desenhos

Publicado em 31/08/2017, às 01:51


Rádio Jornal

Foto: Reprodução Internet

A partir do dia 11 de agosto, a capital pernambucana recebe no parque dona Lindu, Boa Viagem, zona Sul do Recife, a exposição internacional "As Meninas do Quarto 28". Vista por mais de 40 mil pessoas em alguns estados do Brasil, a obra é uma adaptação do livro da jornalista alemã Hannelore Brenner. A produção mostra o dia a dia de mais de 50 meninas que viveram por dois anos no campo de concentração de Theresienstadt, na República Tcheca, no período da 2ª Guerra Mundial. A exibição fica em cartaz até o dia 29 de outubro com entrada gratuita. Em entrevista ao programa Movimento da Rádio jornal, a curadora do evento, Roberta Sundfeld falou sobre a exposição.

Ouça a entrevista na íntegra:

A exibição conta com mais de 50 desenhos. No ano de 2013 a exposição foi escolhida pela União Européia para a tradicional homenagem realizada anualmente no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. No ano seguinte a Organização das Nações Unidas (ONU), também a elegeu para lembrar as vítimas do genocídio cometido pelos nazistas.



Relação com o Brasil


A proximidade entre a idealizadora da exposição e autora do livro “As meninas do Quarto 28” fica evidente no capítulo “Ecos Tardios do Brasil” em sua obra. A relação está ligada devido à filha do primeiro casamento do judeu George Stransky chamada de Erika Stránská. No ano de 1938 a mãe deixou Erika aos cuidados do pai e foi em busca de condições de vida melhor na Inglaterra. Neste período George se apaixonou por uma bailarina do Teatro de Viena chamada Valéria, casou-se com ela.  Tempos depois, eles foram separados e levados para campos de concentração e mantidos em regime nazista. 

Quando George Stransky conseguiu escapar, ele foi à busca da filha, mas ela já estava morta. Depois da tragédia, a família tentou retomar a vida da forma que podia e, em 1946, mudou-se para São Paulo. Em uma viagem a Tchecoslováquia, Monika reconheceu a assinatura da sua irmã, Erika, em uma exposição sobre a 2ª Guerra Mundial. Daí começou uma busca incessante por mais detalhes, mas só em 2012 com as facilidades da internet, descobriram que lá não estava apenas um desenho de Erika, mas 30 deles. Foi então que o diretor do museu mandou uma lista com várias informações e contatos para ajudar e uma delas era a jornalista Hannelore Brenner, que mostrou que Erika era uma das meninas que morou no quarto 28. Daí surgiu a ideia de trazer a exposição para o Brasil.


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Recife recebe a exposição “As Meninas do Quarto 28”



Publicado em 31/08/2017, às 01:51


Rádio Jornal

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A partir do dia 11 de agosto, a capital pernambucana recebe no parque dona Lindu, Boa Viagem, zona Sul do Recife, a exposição internacional "As Meninas do Quarto 28". Vista por mais de 40 mil pessoas em alguns estados do Brasil, a obra é uma adaptação do livro da jornalista alemã Hannelore Brenner. A produção mostra o dia a dia de mais de 50 meninas que viveram por dois anos no campo de concentração de Theresienstadt, na República Tcheca, no período da 2ª Guerra Mundial. A exibição fica em cartaz até o dia 29 de outubro com entrada gratuita. Em entrevista ao programa Movimento da Rádio jornal, a curadora do evento, Roberta Sundfeld falou sobre a exposição.

Ouça a entrevista na íntegra:

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A exibição conta com mais de 50 desenhos. No ano de 2013 a exposição foi escolhida pela União Européia para a tradicional homenagem realizada anualmente no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. No ano seguinte a Organização das Nações Unidas (ONU), também a elegeu para lembrar as vítimas do genocídio cometido pelos nazistas.

Relação com o Brasil


A proximidade entre a idealizadora da exposição e autora do livro “As meninas do Quarto 28” fica evidente no capítulo “Ecos Tardios do Brasil” em sua obra. A relação está ligada devido à filha do primeiro casamento do judeu George Stransky chamada de Erika Stránská. No ano de 1938 a mãe deixou Erika aos cuidados do pai e foi em busca de condições de vida melhor na Inglaterra. Neste período George se apaixonou por uma bailarina do Teatro de Viena chamada Valéria, casou-se com ela.  Tempos depois, eles foram separados e levados para campos de concentração e mantidos em regime nazista. 

Quando George Stransky conseguiu escapar, ele foi à busca da filha, mas ela já estava morta. Depois da tragédia, a família tentou retomar a vida da forma que podia e, em 1946, mudou-se para São Paulo. Em uma viagem a Tchecoslováquia, Monika reconheceu a assinatura da sua irmã, Erika, em uma exposição sobre a 2ª Guerra Mundial. Daí começou uma busca incessante por mais detalhes, mas só em 2012 com as facilidades da internet, descobriram que lá não estava apenas um desenho de Erika, mas 30 deles. Foi então que o diretor do museu mandou uma lista com várias informações e contatos para ajudar e uma delas era a jornalista Hannelore Brenner, que mostrou que Erika era uma das meninas que morou no quarto 28. Daí surgiu a ideia de trazer a exposição para o Brasil.