Interior | TRUCULÊNCIA

"Ele matou meu bebê", diz pai de estudante morto por policial militar com tiro de fuzil em Escada


O jovem estava estacionando o carro do pai quando foi atingido pelo PM, que havia confundido o adolescente com um assaltante

Publicado em 17/06/2015, às 07:54

Da Rádio Jornal, atualizada às 12h30
Postado por Luiza Falcão; reportagem de Gino César e Rafael Carneiro
Imagem: reprdução google street view


O estudante Marcelo Laureano Gomes Filho, de 16 anos, foi morto com um tiro de fuzil por um policial militar enquanto estacionava o carro do pai em frente a uma agência bancária. Segundo testemunhas, o PM teria confundido a ação com um assalto.

De acordo com testemunhas, o policial militar, que faz parte da Companhia Independente de Operações e Sobrevivência em Área de Caatinga (CIOSAC), pediu que o jovem parasse o carro. Diante da negativa, o PM que não foi identificado atirou na cabeça do adolescente. O jovem estava dentro do carro do pai junto com o irmão dele e mais dois amigos.

O crime aconteceu na noite dessa terça-feira (17) no bairro do Maracujá, em Escada, Zona da Mata Sul do Estado, e foi presenciado pelos transeuntes. O adolescente era filho de um conhecido comerciante da cidade e gerou comoção e revolta.

Ainda abalado, o pai do garoto morto pelo policial foi ao Instituto de Medicina Legal do Recife para aguardar a liberação do corpo do filho. O repórter Rafael Carneiro conversou com Marcelo Laureano Gomes, que não entende por que tanta brutalidade. Ele diz que os garotos sobreviventes ainda foram abordados pela ação policial truculenta. "Eles mataram um bebê. Meu bebê", lamenta.

O velório está marcado para a tarde de hoje em Escada. O corpo deixa a casa dos familiares e segue em cortejo até o cemitério da cidade, onde será enterrado.

Por meio de nota divulgada para a imprensa no fim desta manhã, a Polícia Militar de Pernambuco se solidarizou com os familiares de Marcelo Lauriano Gomes Filho. Segundo a versão apresentada pelos policiais militares, depois da aproximação dos PMs, o menor teria tentado sair do local, desobedecendo a ordem de parada do comandante da guarnição tática que, em seguida, efetuou o disparo que vitimou o jovem. O comando da corporação já determinou a abertura do inquérito para apurar as causas do incidente, além de manter o policial responsável pelo disparo afastado das atividades operacionais, até que os procedimentos de apuração estejam concluídos. 

O sargento da Polícia Militar Miguel Furtado de Souza, de 50 anos, e os três policiais militares suspeitos da morte do adolescente Marcelo Laureano Gomes Filho, prestam depoimento nesta quarta-feira (17) na Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro.

Segundo informações preliminares repassadas pela Polícia Militar, dois veículos estavam estacionados na noite dessa terça-feira (16) entre dois bancos, no município de Escada, na mata Sul de Pernambuco. O assessor de comunicação da PM, Major Julio Aragão, detalha que as informações preliminares colhidas junto ao policiamento fazem parte da instrução das polícias civil e militar.

O Major Julio Aragão fala ainda que o disparo de arma de fogo é um recurso da polícia. “O policial tem o dever de agir, tem a responsabilidade no agir. Todo protocolo operacional visa a preservação da vida”. O assessor menciona que há também uma alegação do disparo ter sido acidental.

A delegada Gleide Ângelo está responsável pelas investigações e disse que todos os elementos essenciais vão ser analisados.

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"Ele matou meu bebê", diz pai de estudante morto por policial militar com tiro de fuzil em Escada



Publicado em 17/06/2015, às 07:54


Da Rádio Jornal, atualizada às 12h30
Postado por Luiza Falcão; reportagem de Gino César e Rafael Carneiro
Imagem: reprdução google street view


O estudante Marcelo Laureano Gomes Filho, de 16 anos, foi morto com um tiro de fuzil por um policial militar enquanto estacionava o carro do pai em frente a uma agência bancária. Segundo testemunhas, o PM teria confundido a ação com um assalto.

De acordo com testemunhas, o policial militar, que faz parte da Companhia Independente de Operações e Sobrevivência em Área de Caatinga (CIOSAC), pediu que o jovem parasse o carro. Diante da negativa, o PM que não foi identificado atirou na cabeça do adolescente. O jovem estava dentro do carro do pai junto com o irmão dele e mais dois amigos.

O crime aconteceu na noite dessa terça-feira (17) no bairro do Maracujá, em Escada, Zona da Mata Sul do Estado, e foi presenciado pelos transeuntes. O adolescente era filho de um conhecido comerciante da cidade e gerou comoção e revolta.

Ainda abalado, o pai do garoto morto pelo policial foi ao Instituto de Medicina Legal do Recife para aguardar a liberação do corpo do filho. O repórter Rafael Carneiro conversou com Marcelo Laureano Gomes, que não entende por que tanta brutalidade. Ele diz que os garotos sobreviventes ainda foram abordados pela ação policial truculenta. "Eles mataram um bebê. Meu bebê", lamenta.

O velório está marcado para a tarde de hoje em Escada. O corpo deixa a casa dos familiares e segue em cortejo até o cemitério da cidade, onde será enterrado.

Por meio de nota divulgada para a imprensa no fim desta manhã, a Polícia Militar de Pernambuco se solidarizou com os familiares de Marcelo Lauriano Gomes Filho. Segundo a versão apresentada pelos policiais militares, depois da aproximação dos PMs, o menor teria tentado sair do local, desobedecendo a ordem de parada do comandante da guarnição tática que, em seguida, efetuou o disparo que vitimou o jovem. O comando da corporação já determinou a abertura do inquérito para apurar as causas do incidente, além de manter o policial responsável pelo disparo afastado das atividades operacionais, até que os procedimentos de apuração estejam concluídos. 

O sargento da Polícia Militar Miguel Furtado de Souza, de 50 anos, e os três policiais militares suspeitos da morte do adolescente Marcelo Laureano Gomes Filho, prestam depoimento nesta quarta-feira (17) na Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro.

Segundo informações preliminares repassadas pela Polícia Militar, dois veículos estavam estacionados na noite dessa terça-feira (16) entre dois bancos, no município de Escada, na mata Sul de Pernambuco. O assessor de comunicação da PM, Major Julio Aragão, detalha que as informações preliminares colhidas junto ao policiamento fazem parte da instrução das polícias civil e militar.

O Major Julio Aragão fala ainda que o disparo de arma de fogo é um recurso da polícia. “O policial tem o dever de agir, tem a responsabilidade no agir. Todo protocolo operacional visa a preservação da vida”. O assessor menciona que há também uma alegação do disparo ter sido acidental.

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A delegada Gleide Ângelo está responsável pelas investigações e disse que todos os elementos essenciais vão ser analisados.