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Líderes grevistas, Alberisson Carlos e Nadelson são expulsos da PM


Presidente e vice da Associação de Cabos e Soldados foram excluídos da corporação pela Corregedoria da SDS. Alberisson e Nadelson lideram Operação padrão

Publicado em 17/06/2017, às 09:27

Rádio Jornal
Rafael Souza

Alberisson Carlos e Nadelson Leite presidem a Associação de Cabos e Soldados (ACS).
Foto: reprodução / internet

O Governo do Estado, através da Secretaria de Defesa Social, decidiu expulsar da corporação da Policia Militar os cabos Alberisson Carlos e Nadelson Leite, presidente e vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados (ACS). Eles são os líderes do movimento grevista dentro da PM e estão à frente da Operação Padrão dos policiais militares desde o fim do ano passado.

A decisão pela expulsão vem após a conclusão dos processos administrativos disciplinares pela corregedoria geral da SDS, que pediu a exclusão dos dois oficiais da corporação. As portarias de exclusão foram assinadas pelo secretário de defesa social, Angelo Gioia, e publicadas neste sábado (17) no Diario Oficial do Estado.

Penalizações

De acordo com a corregedoria da SDS, os líderes da ACS infringiram normas previstas no código penal militar na condução da Operação Padrão da PM, iniciada em dezembro de 2016, contrariando a proibição de greve por parte das forças de segurança (decisão ratificada pelo Supremo Tribunal Federal).

De acordo com a SDS, na ocasião, além de estimularem a paralisação, os policiais desrespeitaram as autoridades de segurança do estado. Também foi excluído da PM o sargento Glaudstony Wanderley Galvão, outro líder do movimento grevista. Ao todo, 53 policiais que integraram o movimento respondem a processos administrativos no corregedoria da Polícia militar.

Resposta Associação

Leia na íntegra, a nota emitida pela Associação de Cabos e Soldados:

A Associação Pernambucana de Cabos e Soldados Policiais Militares e Bombeiros Militares – ACS/PM/BM recebeu sem surpresa a decisão do Secretário de Defesa Social que, estribado em procedimento disciplinar eivado de nulidades por inobservância dos princípios constitucionais da ampla defesa, aplicou sanção disciplinar de exclusão ao Presidente e Vice Presidente da associação.



Não se poderia esperar outra atitude de um governo que, durante todo o processo de campanha salarial da categoria, utilizou-se sempre da arbitrariedade, inclusive prendendo seus líderes, o que foi prontamente rechaçado pela Justiça.

O processo disciplinar em tela foi decidido por um Secretário de Defesa Social que já foi denunciado criminalmente pelo Ministério Público Federal exatamente por forjar processos administrativos contra subordinados, com uso de denunciação caluniosa (art. 339 do Código Penal) coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal) e abuso de autoridade (art. 4º, alínea “h” da Lei 4.898/65).

Trata-se de profissional que tem em seu currículo, ainda, um processo por improbidade administrativa em trâmite a 3ª. Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro/RJ (Proc. nº 0017738-46.2011.4.02.5101), justamente
por não ter qualquer apego os princípios que orientam a administração dentre os quais a moralidade administrativa.

Resta claro que referida conduta objetiva lançar uma cortina de fumaça para esconder a péssima gestão da segurança pública com aumento explosivo da violência em Pernambuco, sobretudo no que concerne o número de
homicídios.

A associação adotará todas as medidas administrativas e judiciais para sanar essa ilegalidade ao tempo em que reitera sua disposição de luta na busca dos interesses dos Policiais Militares e Bombeiros Militares de PE.

 


Fonte: Rádio Jornal

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Líderes grevistas, Alberisson Carlos e Nadelson são expulsos da PM



Publicado em 17/06/2017, às 09:27


Rádio Jornal
Rafael Souza

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O Governo do Estado, através da Secretaria de Defesa Social, decidiu expulsar da corporação da Policia Militar os cabos Alberisson Carlos e Nadelson Leite, presidente e vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados (ACS). Eles são os líderes do movimento grevista dentro da PM e estão à frente da Operação Padrão dos policiais militares desde o fim do ano passado.

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A decisão pela expulsão vem após a conclusão dos processos administrativos disciplinares pela corregedoria geral da SDS, que pediu a exclusão dos dois oficiais da corporação. As portarias de exclusão foram assinadas pelo secretário de defesa social, Angelo Gioia, e publicadas neste sábado (17) no Diario Oficial do Estado.

Penalizações

De acordo com a corregedoria da SDS, os líderes da ACS infringiram normas previstas no código penal militar na condução da Operação Padrão da PM, iniciada em dezembro de 2016, contrariando a proibição de greve por parte das forças de segurança (decisão ratificada pelo Supremo Tribunal Federal).

De acordo com a SDS, na ocasião, além de estimularem a paralisação, os policiais desrespeitaram as autoridades de segurança do estado. Também foi excluído da PM o sargento Glaudstony Wanderley Galvão, outro líder do movimento grevista. Ao todo, 53 policiais que integraram o movimento respondem a processos administrativos no corregedoria da Polícia militar.

Resposta Associação

Leia na íntegra, a nota emitida pela Associação de Cabos e Soldados:

A Associação Pernambucana de Cabos e Soldados Policiais Militares e Bombeiros Militares – ACS/PM/BM recebeu sem surpresa a decisão do Secretário de Defesa Social que, estribado em procedimento disciplinar eivado de nulidades por inobservância dos princípios constitucionais da ampla defesa, aplicou sanção disciplinar de exclusão ao Presidente e Vice Presidente da associação.

Não se poderia esperar outra atitude de um governo que, durante todo o processo de campanha salarial da categoria, utilizou-se sempre da arbitrariedade, inclusive prendendo seus líderes, o que foi prontamente rechaçado pela Justiça.

O processo disciplinar em tela foi decidido por um Secretário de Defesa Social que já foi denunciado criminalmente pelo Ministério Público Federal exatamente por forjar processos administrativos contra subordinados, com uso de denunciação caluniosa (art. 339 do Código Penal) coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal) e abuso de autoridade (art. 4º, alínea “h” da Lei 4.898/65).

Trata-se de profissional que tem em seu currículo, ainda, um processo por improbidade administrativa em trâmite a 3ª. Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro/RJ (Proc. nº 0017738-46.2011.4.02.5101), justamente
por não ter qualquer apego os princípios que orientam a administração dentre os quais a moralidade administrativa.

Resta claro que referida conduta objetiva lançar uma cortina de fumaça para esconder a péssima gestão da segurança pública com aumento explosivo da violência em Pernambuco, sobretudo no que concerne o número de
homicídios.

A associação adotará todas as medidas administrativas e judiciais para sanar essa ilegalidade ao tempo em que reitera sua disposição de luta na busca dos interesses dos Policiais Militares e Bombeiros Militares de PE.

 

Fonte: Rádio Jornal