Notícia | Maternidade

Superlotação: grávidas aguardam atendimento nos corredores do Cisam


As grávidas em trabalho de parto precisam aguardar atendimento em poltronas e em colchões nos corredores

Publicado em 13/07/2017, às 09:21

Rádio Jornal

Foto: Google Street

A superlotação na maternidade do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), no bairro da Encruzilhada, no Recife, chegou ao limite. A maternidade ligada à Universidade de Pernambuco (UPE), conhecida como referência em assistência ao parto, decidiu não receber mais gestantes encaminhados de outras unidades desde essa quarta-feira (12).

Sem leitos suficientes para atender a demanda, as grávidas que dão entrada no Cisam em trabalho de parto são obrigadas a aguardar atendimento em poltronas e em colchões nos corredores da maternidade.

Apesar dos colchões nos corredores, os setores de atendimento continuam lotados. A unidade de cuidados intermediários, por exemplo, possui 15 vagas, mas atualmente o espaço abriga 22 pacientes. O número de funcionários também é insuficiente para atender a todos.



 Um familiar de uma paciente, que preferiu não se identificar, contou que sua esposa deu entrada em trabalho de parto e precisou aguardar por horas em um colchão no corredor.

O diretor da unidade, Olímpio de Morais Filho, afirma que a boa vontade da equipe é grande, mas reconhece que existem limitações. "A superlotação é muito maior do que é possível suportar. Não posso receber mais pacientes por causa da falta de espaço e do quantitativo de recursos humanos, que é insuficiente", justifica.

Conselho de enfermagem faz vistoria no Cisam

A situação pode ainda ficar mais difícil para as gestantes caso o Cisam sofra uma interdição ética. Representantes do Conselho Regional de Enfermagem realizaram uma vistoria nessa quarta na maternidade. O relatório que foca na sobrecarga de trabalho dos profissionais será analisado pela diretoria do órgão.


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Superlotação: grávidas aguardam atendimento nos corredores do Cisam



Publicado em 13/07/2017, às 09:21


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A superlotação na maternidade do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), no bairro da Encruzilhada, no Recife, chegou ao limite. A maternidade ligada à Universidade de Pernambuco (UPE), conhecida como referência em assistência ao parto, decidiu não receber mais gestantes encaminhados de outras unidades desde essa quarta-feira (12).

Sem leitos suficientes para atender a demanda, as grávidas que dão entrada no Cisam em trabalho de parto são obrigadas a aguardar atendimento em poltronas e em colchões nos corredores da maternidade.

Apesar dos colchões nos corredores, os setores de atendimento continuam lotados. A unidade de cuidados intermediários, por exemplo, possui 15 vagas, mas atualmente o espaço abriga 22 pacientes. O número de funcionários também é insuficiente para atender a todos.

 Um familiar de uma paciente, que preferiu não se identificar, contou que sua esposa deu entrada em trabalho de parto e precisou aguardar por horas em um colchão no corredor.

O diretor da unidade, Olímpio de Morais Filho, afirma que a boa vontade da equipe é grande, mas reconhece que existem limitações. "A superlotação é muito maior do que é possível suportar. Não posso receber mais pacientes por causa da falta de espaço e do quantitativo de recursos humanos, que é insuficiente", justifica.

Conselho de enfermagem faz vistoria no Cisam

A situação pode ainda ficar mais difícil para as gestantes caso o Cisam sofra uma interdição ética. Representantes do Conselho Regional de Enfermagem realizaram uma vistoria nessa quarta na maternidade. O relatório que foca na sobrecarga de trabalho dos profissionais será analisado pela diretoria do órgão.