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O discurso de Sport, Náutico e Santa Cruz na zona de rebaixamento


O momento do trio de ferro de Pernambuco é difícil nas série A e B do Brasileirão, em um segundo semestre de estatísticas negativos para o futebol de PE

Publicado em 03/10/2017, às 10:55

Rádio Jornal
Antônio Gabriel

Ilustração/Rádio Jornal

60 dias. Foi o tempo necessário para que o fantasma do rebaixamento assombrasse de vez o trio de ferro da capital pernambucana no Brasileirão. Pela primeira vez na temporada 2017, Sport, Náutico e Santa Cruz, figuram nas zonas de rebaixamento das séries A e B, em um segundo semestre para ser esquecido. Com 40% de aproveitamento em 29 jogos dos pernambucanos, desde o começo do mês de agosto, o temor pela proximidade do descenso está presente no discurso de representantes de cada um dos três times.

Discurso dos pernambucanos na Zona de Rebaixamento

O Sport se tornou o membro mais recente da zona de rebaixamento da Série A após a vitória da Ponte Preta, na noite dessa segunda-feira (3), para cima do Flamengo por 1x0. O triunfo tirou a Macaca da degola e empurrou o clube leonino, que agora ocupa a 17º posição com 30 pontos conquistados e o título de pior campanha do returno da competição, com apenas dois pontos somados.

Após a derrota para o São Paulo no Morumbi, no último domingo, o técnico Vanderlei Luxemburgo criticou o formato do Campeonato Brasileiro, onde quatro times são rebaixados para a segundona. "O meu parecer não é somente ver se estar próximo da zona da degola, mas se é justo. É o único campeonato que cai 20% dos times. É muito 20% para cair, essa é a minha opinião. É o único campeonato do mundo que caem quatro times, os outros caem dois ou três. Com quatro times, sempre tem um grande na segundona".

Os rubro-negros são os únicos que ainda não venceram desde o começo do mês de agosto, acumulando três empates e seis derrotas em nove jogos, com quatro gols sofridos e 17 tomados, em um aproveitamento de 11% dos pontos nesse período. Nos mesmos nove jogos, o Sport caiu 11 posições na tabela.

A derrota para o Internacional no Beira-Rio colocou o Santa Cruz na degola da Série B pela segunda vez no certame. O resultado chegou a ser amenizado pelos tricolores após o jogo por se tratar do 'adversário com vaga garantida para a Série A' na competição, mas contribuiu para a sequência negativa.



Um dos agravantes para o momento construído pelos corais foi destacado pelo zagueiro Guilherme Mattis. "Temos que parar de perder esses pontos bestas em casa. Voltar a vencer diante do nosso torcedor é muito importante. É demonstrar garra e superação para tentar fazer com que a torcida nos abrace até o final. Se fizermos os pontos em casa, conseguiremos sair dessa situação". O defensor tem razão, visto que a campanha tricolor no Arruda tem apenas 19 pontos conquistados e um aproveitamento a baixo dos 50%.

O técnico Marcelo Martelotte assumiu o Santa Cruz na 23º rodada e chegou a ficar quatro jogos invicto, mas somente com uma vitória. Desde o começo do segundo semestre, 10 jogos foram disputado, cinco com Martelotte e cinco com Givanildo Oliveira. Até aqui, os tricolores acumulam uma vitória, três empates e seis derrotas, com oito gols marcados e 13 sofridos no mesmo período. O aproveitamento é de 20%.

O próprio comandante Timbu reconhece: mesmo com o melhor retrospecto entre os pernambucanos desde o começo do segundo semestre, a situação do Náutico segue como a mais delicada do trio de ferro recifense. Nos últimos dez jogos, desde o começo de agosto, o técnico Roberto Fernandes esteve na área técnica em nove oportunidades, foi o responsável por produzir uma melhora nos números da equipe da Rosa e Silva, mas não diminuiu os 86% de chance de queda para a Série C.

O discurso otimista permanece, faz parte do trabalho do treinador, mas ele reconhece que o tamanho do desafio. "Eu cheguei ao meu limite de loucura para assumir desafios desse tamanho. Uma equipe com 14 pontos, na lanterna quando eu cheguei, com o ABC com quatro pontos na nossa frente e hoje estamos na frente deles. O elenco desequilibrado e a gente quase sem conseguir contratar. Além de ser obrigado a ter uma perfomance de campeão. Restam 11 jogos e, para não depender de ninguém, temos de vencer sete. Se a gente conseguir isso, é título, campanha de título e sem ter orçamento de um time que briga por título. O trabalho é muito difícil, mas vamos trabalhar, persistir e vamos buscar superação".

Em números absolutos, o Náutico tem cinco vitórias e cinco derrotas nos últimos dez jogos, um deles comandado pelo interino Levi Gomes. Foram sete gols marcados e sete sofridos. Os números são os mais estáveis entre os rivais da capital e colocam o Timbu na 14º colocação na tabela do segundo turno da Série B.


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O discurso de Sport, Náutico e Santa Cruz na zona de rebaixamento



Publicado em 03/10/2017, às 10:55


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60 dias. Foi o tempo necessário para que o fantasma do rebaixamento assombrasse de vez o trio de ferro da capital pernambucana no Brasileirão. Pela primeira vez na temporada 2017, Sport, Náutico e Santa Cruz, figuram nas zonas de rebaixamento das séries A e B, em um segundo semestre para ser esquecido. Com 40% de aproveitamento em 29 jogos dos pernambucanos, desde o começo do mês de agosto, o temor pela proximidade do descenso está presente no discurso de representantes de cada um dos três times.

Discurso dos pernambucanos na Zona de Rebaixamento

O Sport se tornou o membro mais recente da zona de rebaixamento da Série A após a vitória da Ponte Preta, na noite dessa segunda-feira (3), para cima do Flamengo por 1x0. O triunfo tirou a Macaca da degola e empurrou o clube leonino, que agora ocupa a 17º posição com 30 pontos conquistados e o título de pior campanha do returno da competição, com apenas dois pontos somados.

Após a derrota para o São Paulo no Morumbi, no último domingo, o técnico Vanderlei Luxemburgo criticou o formato do Campeonato Brasileiro, onde quatro times são rebaixados para a segundona. "O meu parecer não é somente ver se estar próximo da zona da degola, mas se é justo. É o único campeonato que cai 20% dos times. É muito 20% para cair, essa é a minha opinião. É o único campeonato do mundo que caem quatro times, os outros caem dois ou três. Com quatro times, sempre tem um grande na segundona".

Os rubro-negros são os únicos que ainda não venceram desde o começo do mês de agosto, acumulando três empates e seis derrotas em nove jogos, com quatro gols sofridos e 17 tomados, em um aproveitamento de 11% dos pontos nesse período. Nos mesmos nove jogos, o Sport caiu 11 posições na tabela.

A derrota para o Internacional no Beira-Rio colocou o Santa Cruz na degola da Série B pela segunda vez no certame. O resultado chegou a ser amenizado pelos tricolores após o jogo por se tratar do 'adversário com vaga garantida para a Série A' na competição, mas contribuiu para a sequência negativa.

Um dos agravantes para o momento construído pelos corais foi destacado pelo zagueiro Guilherme Mattis. "Temos que parar de perder esses pontos bestas em casa. Voltar a vencer diante do nosso torcedor é muito importante. É demonstrar garra e superação para tentar fazer com que a torcida nos abrace até o final. Se fizermos os pontos em casa, conseguiremos sair dessa situação". O defensor tem razão, visto que a campanha tricolor no Arruda tem apenas 19 pontos conquistados e um aproveitamento a baixo dos 50%.

O técnico Marcelo Martelotte assumiu o Santa Cruz na 23º rodada e chegou a ficar quatro jogos invicto, mas somente com uma vitória. Desde o começo do segundo semestre, 10 jogos foram disputado, cinco com Martelotte e cinco com Givanildo Oliveira. Até aqui, os tricolores acumulam uma vitória, três empates e seis derrotas, com oito gols marcados e 13 sofridos no mesmo período. O aproveitamento é de 20%.

O próprio comandante Timbu reconhece: mesmo com o melhor retrospecto entre os pernambucanos desde o começo do segundo semestre, a situação do Náutico segue como a mais delicada do trio de ferro recifense. Nos últimos dez jogos, desde o começo de agosto, o técnico Roberto Fernandes esteve na área técnica em nove oportunidades, foi o responsável por produzir uma melhora nos números da equipe da Rosa e Silva, mas não diminuiu os 86% de chance de queda para a Série C.

O discurso otimista permanece, faz parte do trabalho do treinador, mas ele reconhece que o tamanho do desafio. "Eu cheguei ao meu limite de loucura para assumir desafios desse tamanho. Uma equipe com 14 pontos, na lanterna quando eu cheguei, com o ABC com quatro pontos na nossa frente e hoje estamos na frente deles. O elenco desequilibrado e a gente quase sem conseguir contratar. Além de ser obrigado a ter uma perfomance de campeão. Restam 11 jogos e, para não depender de ninguém, temos de vencer sete. Se a gente conseguir isso, é título, campanha de título e sem ter orçamento de um time que briga por título. O trabalho é muito difícil, mas vamos trabalhar, persistir e vamos buscar superação".

Em números absolutos, o Náutico tem cinco vitórias e cinco derrotas nos últimos dez jogos, um deles comandado pelo interino Levi Gomes. Foram sete gols marcados e sete sofridos. Os números são os mais estáveis entre os rivais da capital e colocam o Timbu na 14º colocação na tabela do segundo turno da Série B.