Eleições 2022

Presidente da Igreja Presbiteriana desmente pastor que pediu votos para Bolsonaro e revela em quem fiéis devem votar nas eleições

Pastor da Igreja Presbiteriana disse que fieis deveriam votar em Bolsonaro, mas chefe da instituição desmente subordinado

Gabriel dos Santos
Gabriel dos Santos
Publicado em 22/07/2022 às 10:55 | Atualizado em 24/07/2022 às 11:55
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Reprodução/Mackenzie
Presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil, Roberto Brasileiro Silva - FOTO: Reprodução/Mackenzie
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O presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), o reverendo Roberto Brasileiro Silva, pôs um fim às especulações sobre em quem os fieis da instituição devem votar nas eleições para presidente de 2022

Segundo Roberto Brasileiro da Silva, a igreja "não apoia este ou aquele candidato e não destoa deste ou daquele candidato". 

A declaração foi dada ao jornal O Estado de São Paulo, após viralizar na internet um discurso do pastor Osni Ferreira, no qual o líder religioso pede que os fiéis votem no atual presidente, Jair Bolsonaro (PL). 

O presidente da Igreja Presbiteriana explicou que cada fiel tem o direito de escolher quem apoiar. "Nós damos liberdade aos nossos pastores e aos nossos membros nos seus posicionamentos políticos", disse na reportagem do Estadão reproduzida pelo UOL

"Quando a igreja faz um posicionamento oficial é através da minha pessoa, e nós não fizemos nenhum pronunciamento", acrescentou Brasileiro da Silva, desautorizando Osni Ferreira. 

Presidente da Igreja Presbiteriana apoia Bolsonaro?

Roberto também negou que tenha feito campanha para Bolsonaro. Ele esteve com o atual presidente em comemoração pela nomeação de André Mendonça, que é da Igreja Presbiteriana, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, mas afirmou ao Estadão que esteve próximo de todos os presidentes que antecederam Bolsonaro. 

"Eu fui próximo de todos os últimos presidentes, estive com todos eles. A obrigação da igreja é visitar, orar e interceder. Você não vai encontrar em lugar nenhum qualquer posicionamento meu, qualquer participação minha em nenhum evento político", afirmou o reverendo. 

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Relatório anticomunista? 

Entre os dias 24 e 31 de julho, o Supremo Concílio da IPB debate um relatório que propõe que os fiéis devem se afastar do comunismo e da "nefasta influência do pensamento de esquerda".

O relator da proposta é justamente o pastor Osni Ferreira, que defendeu Bolsonaro no púlpito da IPB. 

De acordo com o Estadão, o projeto é um tipo de pressão contra evangélicos críticos de Bolsonaro e apoiadores de Lula (PT).

Dirigentes da IPB são, de fato, alinhados ao governo Bolsonaro. Além de André Mendonça do STF, o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, presos suspeito de corrupção, é um dos líderes da instituição. 

Na reportagem do Estadão, o presidente não quis comentar sobre o relatório. Se aprovado no Supremo Concílio, o documento se tornará oficial. 

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