CORONAVÍRUS

'Vamos avaliar semana a semana', diz secretário sobre reabertura gradual de atividades em Pernambuco


Bruno Schwambach participou de entrevista na Rádio Jornal e falou do Plano de Convivência com a Covid-19, divulgado pelo Governo de Pernambuco

Publicado em 02/06/2020 às 11:19
Leo Motta/JC Imagem
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Em entrevista ao Passando a Limpo nesta terça-feira (2), o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, comentou o Plano de Convivência com a Covid-19, apresentado pelo Governo de Pernambuco na segunda-feira (1º), que diz respeito às atividades econômicas. Após mais de dois meses com diversos setores fechados para conter o avanço do coronavírus, o estado lançou um cronograma de flexibilização para cada setor - comércio, serviços, indústria - seguindo protocolos rígidos de higiene e distanciamento social.

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“Quando a gente olha a matriz econômica como um todo, distribuímos gradualmente a implantação. Por conta do sistema de transporte público, que gera aglomeração no horário de pico, o funcionamento dessas atividades vai precisar ser fracionado durante o dia. Vamos avaliar semana a semana e, se precisar de alguma correção, iremos fazer. O que a gente precisa é de um engajamento de todos agora para que essa volta gradual seja um plano que não faça com que as curvas extrapolem, contaminem e a gente tenha que voltar duas casas, para um isolamento mais rígido”, disse.

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Construção Civil

Apesar da volta às atividades serem uma reivindicação da categoria há quase dois meses, as condições impostas pelo Governo do Estado limitando em 50% o número de funcionários e com horário de trabalho restrito, entre 9h e 18h, foram consideradas inviáveis pelo segmento. O secretário também explicou porque o setor da construção civil foi um dos primeiros a fechar e também será um dos primeiros a reabrir. “Os setores precisam entender que a volta não pode ser só sobre o olhar da área deles. A construção civil não entrou nos serviços essenciais porque ela não era uma indústria importante para o abastecimento da população. Agora ela está sendo a primeira a voltar, principalmente porque você não consegue substituir o serviço da construção civil e agregar valor de forma remota”, afirmou.

Ouça a entrevista na íntegra:


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