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Após infecções de estudantes de escolas privadas, Sinpro entra na Justiça para suspender aulas presencias


Professores da rede privada estão aflitos com a situação; duas escolas particulares do Recife suspenderam as aulas após estudantes serem infectados

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 22/10/2020 às 18:49
YACY RIBEIRO/JC IMAGEM
FOTO: YACY RIBEIRO/JC IMAGEM
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Depois de casos de covid-19 serem confirmados em alunos de duas escolas particulares do Recife, professores da rede privada estão ainda mais inseguros com o retorno às atividades presenciais. Diante dessa situação, o Sindicato dos Professores da Rede Particular (Sinpro) entrou com agravo regimental na Justiça para suspender as aulas presenciais.

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Covid-19: escola particular do Recife suspende aulas presenciais após infecções

No dia 6 de outubro, a Justiça do Trabalho suspendeu a reabertura dos colégios, a pedido do Sinpro. No entanto, no dia 8 do mesmo mês, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª região (TRT6), desembargador Valdir Carvalho, acolheu os argumentos apresentados pelo Governo Estadual e tornou sem efeito a decisão tomada pela Justiça do Trabalho.

“O Sinpro continua atendendo e seguindo a orientação da categoria que é fazer a fiscalização permanente das escolas para ver a aplicação dos protocolos. Por entender que ainda não é o momento [para retorno], nós ingressamos com um agravo regimental no Tribunal de Justiça do Trabalho porque a decisão do presidente foi monocrática, em relação à nossa liminar do dia 5. Vamos aguardar a decisão do pleno do tribunal”, afirmou o presidente do Sinpro, Helmilton Bezerra, em referência à decisão do desembargador Valdir Carvalho.

Segundo o presidente, o sindicato acrescentou ao agravo argumentações de especialistas questionando a volta às aulas presenciais, além dos casos de infecções de estudantes.

Professor Helmilton Bezerra demonstra preocupação após os casos registrados em escolas de grande porte do Recife. “Nossa rede não é linear. Nem a rede privada. Esses dois acontecimentos se deram em escolas grandes. A Escola Passo e o Damas são grandes, com estrutura física e arquitetônica adequada. Imagine isso [o protocolo] aplicado a escolas médias e pequenas das periferias?”, questionou.

Na avaliação do presidente do Sinpro, o argumento de que as crianças e adolescentes estão frequentando outros espaços não é válido. “Não é o momento. Não dá para dizer, como se tem feito uma narrativa: ‘os meninos estão indo pra o shopping, pra praia, pras ruas’. Isso é optativo. Ninguém tem obrigação de estar nesses espaços. E quando as crianças e os adolescentes estão lá, estão, na maioria das vezes, com seus pais”, apontou o presidente.

Confira a entrevista completa:

Estudantes infectados

Esta semana, das escolas particulares informaram a suspensão das aulas presenciais após a confirmação de estudantes infectados pelo novo coronavírus. O Colégio Damas, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife, disse que os casos foram registrados em estudantes do 3º ano do ensino médio e por isso suspendeu as atividades das turmas do 3º ano.

Em nota, a unidade informou que os adolescentes se infectaram fora do ambiente escolar e manteve as atividades no modo remoto. A medida preventiva vale até o dia 2 de novembro.

Já o Colégio Grande Passo, localizado no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, registrou um caso positivo da covid-19 em uma estudante do 2º ano do ensino médio, levando a escola a interromper as aulas na turma da garota.

De acordo com a diretora pedagógica da escola, Solange Mota, a aluna contaminada não teve contato com outras salas e, por isso, as aulas presenciais poderão continuar para os outros grupos.


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