Crime chocante

O Menino que matou meus pais: Veja como Daniel Cravinhos está hoje em dia, 19 anos após matar os pais de Suzane von Richthofen

Daniel e o irmão, Cristian, ficaram conhecidos como "os irmãos Cravinhos"; eles foram condenados pelas mortes de Alfred e Marísia von Richtofen

Gabriel dos Santos Araujo Dias
Gabriel dos Santos Araujo Dias
Publicado em 24/09/2021 às 11:23
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Condenado a 39 anos de prisão, Daniel Cravinhos foi, ao lado do irmão, Cristian, executor de Alfred e Marísia, os pais de Suzane von Richthofen. O crime que chocou o país em 2002, agora é relembrado em dois filmes lançados simultaneamente pela Amazon Prime Vídeo, que retratam as versões conflitantes de Daniel e Suzane, os ex-namorados que planejavam viver uma vida com muito luxo e conforto, após a morte das vítimas. Veja aqui o que é verdade e o que é mentira no filme.

Daniel era instrutor de aeromodelismo de Andreas, irmão de Suzane, que tinha 15 anos na época do crime. Em entrevista a Gugu Liberato, na TV Record em 2015, Suzane disse que conheceu Daniel por meio da própria mãe, que gostava do rapaz, como instrutor de Andreas. No entanto, segundo Suzane, a situação mudou quando Marísia descobriu que os dois estavam se relacionando. "Ela começou a conhecer melhor o Daniel e não queria ele como meu namorado, participando da minha vida. Disse que ele iria me levar para o buraco", lembrou Suzane. Foi com Daniel que ela afirma ter começado a usar drogas.

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Suzane von Richthofen no dia do julgamento, em 2006
Suzane von Richthofen no dia do julgamento, em 2006
Reprodução/Arquivo

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>>> Na cadeia, Cristian Cravinhos teve relacionamento homoafetivo.

Em 31 de outubro daquele ano, Daniel e Cristian entraram na casa da família von Richthofen com ajuda de Suzane e espancaram os pais da jovem com bastões de ferro confeccionados pelo próprio Daniel. Marísia chegou a sobreviver ao primeiro ataque, mas foi sufocada com uma toalha molhada.

@jc_pe

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Como Daniel está hoje em dia?

Preso desde a época do crime, Daniel progrediu para o regime aberto em 2018. Hoje em dia, ele refez a vida amorosa. Conheceu a irmã de um colega de cela e passou a namorar com a moça.

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No Natal de 2014, se casou com a biomédica Alyne Bento, que é filha de uma agente penitenciária. Em uma postagem, a mulher de Daniel disse: "Eu te amo com todo o meu amor". A mulher chegou a perder dois empregos, após os patrões descobrirem do relacionamento da moça com Daniel Cravinhos. "Fui visitar o meu irmão e tive uma surpresa maravilhosa. Uma companhia mais do que agradável”, disse ela em outra ocasião. O irmão de Alyne era preso suspeito de furto.

No filme A menina que matou os país, Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, pratica aeromodelismo
No filme A menina que matou os país, Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, pratica aeromodelismo
Reprodução/A menina que matou os pais

Como foi a vida de Daniel na cadeia?

Daniel também era considerado um preso com bom comportamento. Ele teve redução de pena por ter trabalhado no presídio. Entre outras atividades, confeccionou mesas e cadeiras para serem usadas por alunos da rede pública de ensino.

Dentro da prisão, Daniel foi acusado de envolvimento com o tráfico de anabolizantes, o que atrasou a ida do assassino dos von Richthofen para o regime aberto.

Cristian Cravinhos

Irmão mais velho de Daniel, Cristian Cravinhos também foi preso pelo crime. Ele estava em liberdade desde 2017, mas voltou para a prisão em 2018, após se envolver em confusão e por suspeita de agredir uma mulher. Ele também foi à Justiça tentar censurar a série de TV "Investigação Criminal". A Justiça negou o pedido de "direito ao esquecimento" impetrado pelo rapaz.

Filmes da Amazon

Os filmes foram lançados pela Amazon na noite dessa quinta-feira (23). "A menina que matou os pais" retrata a versão de Daniel. Já "O menino que matou meus pais" é a forma como Suzane conta a história. Na prática, Suzane diz que foi induzida por Daniel a cometer o crime.

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