JUSTIÇA

CASO BEATRIZ: colégio em que menina foi morta emite nota após prisão do assassino confesso


Beatriz Angélica foi morta aos 7 anos de idade na festa de formatura do colégio em que estudava e seu pai era professor

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 13/01/2022 às 16:00
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ARQUIVO PESSOAL
Beatriz foi assassinada a facadas, em 2015 - FOTO: ARQUIVO PESSOAL
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O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, emitiu uma nota, na tarde desta quinta-feira (13), após a Polícia Civil identificar o assassino confesso da menina Beatriz Angélica Mota, que foi morta nas dependências da escola durante uma festa de formatura, em dezembro de 2015.

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O que diz o colégio? 

Na nota, o colégio diz que a notícia traz "alento à toda a comunidade Salesiana, que tanto busca pela solução deste caso".

A unidade de ensino ainda afirma que solidariza com os familiares de Beatriz e que continua "colaborando, irrestritamente, com as investigações" sempre que é acionada.

Veja a nota completa:

Relembre o caso Beatriz

Beatriz Angélica Mota foi morta no dia 10 de dezembro de 2015, aos 7 anos, durante uma festa de formatura da escola em que estudava na cidade de Petrolina, no Sertão Pernambuco. O pai da menina era professor da escola.

A criança desapareceu quando avisou à mãe que iria beber água. Após estranhar a demora da filha, as pessoas começaram a procurar pela menina, que foi encontrar morta com 42 facadas, dentro de uma sala desativada.

O caso se arrastava há mais de 6 anos, mas a mãe de Beatriz, Lucinha Mota, nunca desistiu de lutar por justiça pelo assassinato da filha e realizou diversas manifestações ao longo dos últimos anos.

No final de 2021, ela fez uma romaria, saindo de Petrolina até a capital pernambucana para cobrar pessoalmente ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara, pelo desfecho do caso.

Detalhes do crime

Esta semana, o Governo de Pernambuco informou que identificou o assassino confesso da menina. Em uma coletiva de imprensa, o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Humberto Freire, afirmou que a criança recebeu dez golpes de faca, e não 42 como amplamente divulgado desde a época do crime.

Ainda de acordo com Freire, na verdade houve 42 fotografias dos ferimentos no corpo de Beatriz. "O laudo, normalmente, tem várias imagens da mesma lesão para poder ilustrar melhor. Mas o laudo indica dez ferimentos a faca, que a levaram a óbito", pontuou.

O gestor disse também que o homem apontado como autor das facadas que matou a menina agiu sozinho e sem mandante.

Embora a polícia não tenha divulgado a identidade do suspeito, segundo o portal G1, ele chama-se Marcelo da Silva, de 40 anos. Ele já estava preso em Salgueiro, no Sertão do Estado.

Por que Beatriz Angélica foi morta? 

Segundo o secretário, o homem apontado como suspeito do homicídio, desferiu as facadas na menina Beatriz após ela ter se desesperado ao se deparar com o assassino.

"Temos a motivação alegada, se coadunando com a dinâmica dos fatos. Quando teve contato, a vítima se desesperou e foi silenciada pelo criminoso, com golpes de faca", contou Freire, contudo, sem explicar o contexto que teria feito a criança se desesperar.

"A escolha da vítima foi ao acaso, e, por conta do desespero dela, ele decidiu silenciá-la", disse Freire em outro momento.

O secretário disse ainda que o suspeito tem histórico de violência sexual contra crianças. Apesar disso, o gestor ressaltou que as investigações não apontaram indícios de violência sexual contra Beatriz.

Assim, não ficou completamente claro em que circunstâncias se deu o contato entre a vítima e o suposto assassino.

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