Crime

'Percebi no rosto e no pescoço dela casquinhas secas, brancas', diz mãe de outra grávida sedada por médico anestesista preso por estupro

Mãe de outra paciente do médico anestesista Giovanni Quintella, preso em flagrante por estupro nesta segunda-feira (11), veio a público relatar sinais de abuso sexual na filha

Humberto Cassimiro
Humberto Cassimiro
Publicado em 11/07/2022 às 19:01
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MÉDICO ACUSADO DE ESTUPRO; GIOVANNI QUINTELLA BEZERRA; MÉDICO ANESTESISTA; ANESTESISTA PRESO - FOTO: Reprodução / Instagram
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Após a prisão em flagrante do anestesista Giovanni Quintella, nesta segunda-feira (11), pelo estupro de uma paciente durante uma operação de parto cesáreo, a mãe de outra paciente relatou ter percebido sinais de abuso sexual na própria filha.

Em entrevista à TV Globo, a mãe da paciente revelou ter percebido "algumas casquinhas secas, brancas" sobre o pescoço e rosto da filha após a mesma ter voltado da mesa de cirurgia, ainda sob efeito dos sedativos.

De acordo com esta mãe, a filha, paciente de Giovanni naquela ocasião, contou que o médico "ficou perto da cabeça" o tempo todo. Ela narrou à mãe que ele estava "todo o tempo falando: 'Não, fica calma, relaxa, dorme, fica tranquila'".

A mãe da paciente foi ouvida, nesta segunda-feira (11), pelos policiais da Delegacia de Atendimento à Mulher de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. As informações são do portal g1.

A delegada Bárbara Lomba, responsável pelas investigações do caso, relatou espanto com os fatos apurados até o momento.

"Nunca tinha visto nada parecido. A gente tem 21 anos de atuação na polícia, acostumados com atrocidades, toda sorte de violência", declarou.

Flagrante

Giovanni Quintella Bezerra, de 32 anos, foi filmado por funcionárias do Hospital da Mulher em Vilar dos Teles, São João de Meriti, abusando sexualmente uma paciente durante um parto.

Elas desconfiaram do anestesista após terem percebido que ele dava uma quantidade excessiva de sedativos para as grávidas e decidiram trocar a sala de cirurgia para conseguir registrar o momento.

O médico foi preso em flagrante nesta segunda-feira (11).

Órgãos se pronunciam sobre o caso

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) disse ter determinado a abertura de processo para investigar o caso e expulsar o médico.

O presidente do Cremerj, Clovis Bersot Munhoz, afirmou que "as cenas são absurdas". A Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro e a Secretaria de Estado de Saúde também repudiaram a conduta.

"Informamos que será aberta uma sindicância interna para tomar as medidas administrativas, além de notificação ao Cremerj. A equipe do Hospital da Mulher está prestando todo apoio à vítima e à sua família. Esse comportamento, além de merecer nosso repúdio, constitui-se em crime, que deve ser punido de acordo com a legislação em vigor", declararam.

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