EUA vão doar 500 milhões de doses da vacina da Pfizer a outros países, mas Brasil fica de fora; veja o motivo

A vacina da Pfizer tem uma eficácia global de 95%

IMUNIZAÇÃO
EUA vão doar 500 milhões de doses da vacina da Pfizer a outros países, mas Brasil fica de fora; veja o motivo

A eficácia global da vacina da Pfizer é de 95% - Foto: Hélia Scheppa/SEI

O governo dos dos Estados Unidos comunicou, nesta quinta-feira (10), que fechou um acordo com a farmacêutica Pfizer para fornecer 500 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para 92 países pobres até junho de 2022. O Brasil ficou de fora da entrega. 

As doses da vacina da Pfizer serão entregues por meio da aliança Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê ajuda na aquisição de imunizantes para países de baixa renda e de renda "médio-baixa". Afeganistão, Angola e Síria são alguns países que receberão as doses até o próximo ano. segundo o consórcio.

 

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Essa remessa com 500 milhões de doses contratadas da Pfizer não tem relação com uma doação de 80 milhões de doses vacinas que havia sido anunciada pelo Estados Unidos, em maio. Na ocasião, o Brasil foi incluído na distribuição da primeira remessa, que começou a ser entregue na semana passada.

Dessa vez, o Brasil ficou de fora da distribuição de doses da vacina da Pfizer porque, apesar de fazer parte da Covax, é considerado um país que pode comprar suas próprias vacinas, assim como cerca de 80 países, como Canadá e Argentina.  

Doses até o fim de junho

Até o final de junho, os Estados Unidos devem redistribuir cerca de 80 milhões de doses das vacinas AstraZeneca, Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson para 40 países, incluindo o Brasil. 

Apesar da doação, não foi divulgado o número exato de quantas doses o Brasil receberá. O país precisará dividir 6 milhões delas com outros 14 países da América Latina (Brasil, Argentina, Colômbia, Costa Rica, Peru, Equador, Paraguai, Bolívia, Guatemala, El Salvador, Honduras, Panamá, Haiti, Comunidade do Caribe e República Dominicana).

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