Como está Andreas Albert, irmão de Suzane von Richthofen?

Andreas Albert von Richthofen tinha 15 anos na época em que os pais foram assassinados com a ajuda de sua irmã, Suzane von Richthofen

CASO RICHTOFEN
Como está Andreas Albert, irmão de Suzane von Richthofen?

Andreas Albert von Richthofen tinha 15 anos na época em que os pais foram assassinados - Foto: Reprodução/ Internet

O lançamento dos filmes "A menina que matou os pais" e "O menino que matou meus pais" reacendeu a curiosidade da população sobre como estão as pessoas envolvidas no crime que chocou o Brasil, no dia 31 de outubro de 2002, quando os pais de Suzane von Richthofen foram mortos a mando da própria filha pelo seu namorado, Daniel Cravinhos, e seu cunhado, Cristian Cravinhos. Clique aqui e veja o que Andreas disse no julgamento que condenou a irmã.

Além de Suzane, o engenheiro Manfred e a psiquiatra Marísia deixaram um outro filho: Andreas Albert von Richthofen, que na época do crime tinha 15 anos. 

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Onde estava Andréas no dia do crime?

Suzane von Richthofen, Andréas, Marísia e Manfred
Suzane von Richthofen, Andréas, Marísia e Manfred
Reprodução/ Internet

Na noite do crime, Andréas foi levado por Daniel e Suzane para um cybercafé em Campo Belo, um bairro nobre da Zona Sul de São Paulo. Enquanto estava no local, sua irmã, com ajuda do namorado e do cunhado, colocaram em prática o perverso crime. Manfred e Marísia foram brutalmente assassinados com golpes de barras de ferro na cabeça enquanto dormiam em sua mansão na rua Zacarias Góis, no Brooklin, zona sul de São Paulo. A mulher ainda foi asfixiada com uma toalha e um saco plástico.  

Daniel e Cristian Cravinhos alegaram que tamparam os rostos das vítimas para evitar que Andréas visse a cena. 

No filme A menina que matou os país, Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, pratica aeromodelismo
No filme A menina que matou os país, Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, pratica aeromodelismo
Reprodução/A menina que matou os pais

Após o crime, o Daniel e Suzane deixaram Cristian próximo à casa da avó, onde ele morava, e seguiram para um motel onde passaram algumas horas no local e, na volta, pegaram Andreas no cybercafé.

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De volta para casa, Suzane e Andreas perceberam que a porta de casa estava aberta e o imóvel revirado, mas não subiram ao quarto dos pais. Suzane acionou a polícia após ligar para Daniel. O policial militar que atendeu a ocorrência só informou sobre a morte do casal quando o namorado da jovem chegou. Foi ele, inclusive, quem contou a Andréas sobre o crime. 

O que aconteceu no Andréas? 

Andreas Albert von Richthofen e Suzane no enterro dos pais
Andreas Albert von Richthofen e Suzane no enterro dos pais
Reprodução/ Internet

Após o crime, Andreas Albert von Richthofen passou a viver com a avó, Lourdes Maganani Abdalla, e do tio, o ginecologista Miguel Abdalla Neto, e passou a viver protegido contra o assédio da população em geral e da mídia. 

Em 2005, o jovem foi aprovado no vestibular de Farmácia e Bioquímica da USP, em terceiro lugar, além de outras quatro faculdades, entre elas Medicina na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Suzane von Richthofen no dia do julgamento, em 2006
Suzane von Richthofen no dia do julgamento, em 2006
Reprodução/Arquivo

Andréas só falou publicamente sobre o assassinato dos pais em 2015, quando entregou uma carta a um repórter da Rádio Estadão. Na carta, ele disse apenas que compartilhava a raiva e a indignação contra os “três assassinos”.

Veja abaixo a carta completa: 

É em nome do excelente trabalho do qual o Sr. participou, ao condenar a minha irmã Suzane Louise von Richthofen e aos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, e também de toda sua história na justiça brasileira que me sinto compelido a abordá-lo.

Escrevo-lhe esta mensagem por vias igualmente públicas às quais o Sr. se vale para comentar o caso da minha família. Entendo que sua raiva e indignação para com estes três assassinos seja imensa e muito da sociedade compartilha esse sentimento. E eu também. É nojento. Encare da perspectiva existencialista. No entanto observo que o Sr. faz diversos apontamentos referindo a um suposto esquema de corrupção, do qual meu pai, Manfred Albert von Richthofen, teria participado e cujos resultados seriam contas no exterior em enormes montantes. Gostaria que o Sr. esclarecesse essa situação: se há contas no exterior, que o Sr. apresente as provas, mostre quais são e aonde estão, pois eu também quero saber e entendo que sua posição e prestígio o capacitam plenamente para tal. Mas que se isso não passar de boatos maliciosos e não existirem provas, que o Sr. se retrate e se cale a esse respeito, para não permitir que a baixeza e crueldade deste crime manche erroneamente a reputação de pessoas que nem aqui mais estão para se defender, meus pais Manfred Albert e Marísia von Richthofen.

O desejo de Andreas, na época, era sair do país e mudar de sobrenome, para que finalmente pudesse fugir dos olhares culpabilizadores. A vontade, contudo, nunca foi concretizada, e o único herdeiro da família Richthofen precisa desde então lidar com a tristeza, o luto, e o crime em sua história.

Em 2017, quando tinha 29 anos, Andréas Albert von Richthofen, foi detido após invadir algumas casas em São Paulo.  Ao ser abordado pela polícia, dizia frases desconexas, não foi violento, parecia assustado, mas não revelou sua identidade. Ele só foi reconhecido como o irmão de Suzane no Hospital Municipal do Campo Limpo, para o qual foi levado.

Usuário de álcool e maconha, ele foi levado para uma clínica especializada na especializada na recuperação de usuários de drogas e conveniada com o SUS.

Imóvel penhorado 

Em junho deste ano, a Justiça de São Paulo determinou a penhora de um imóvel pertencente a Andreas Von Richthofen, que foi recebido de herança dos pais. O imóvel penhorado tem valor venal de R$ 676 mil contando o terreno, e de R$ 977 mil somando a construção do imóvel.  

Andreas recebeu a casa, construída em 1985, no Ibirapuera, em maio de 2008, da partilha dos bens deixados por Manfred Albert Von Richthofen e Marísia Von Richthofen.  

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