PACTO BRUTAL

DANIELLA PEREZ: Gloria Perez fala sobre fotos explícitas do assassinato exibidas na série da HBO; imagens provocaram discussões na internet

Fotos do assassinato de Daniella Perez foram disponibilizadas para a série "Pacto Brutal"

Vitória Floro
Vitória Floro
Publicado em 26/07/2022 às 10:15
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REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
Gloria Perez com a filha Daniella Perez - FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
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Mesmo depois de 30 anos, os relatos do assassinato da atriz Daniella Perez ainda chocam. A filha de Gloria Perez foi morta pelo colega de elenco Guilherme de Pádua e pela esposa dele, Paula Peixoto.

Na época, Pádua e Daniella formavam um par romântico na novela "De Corpo e Alma", escrita pela mãe da menina. Enlutada, a dramaturga sempre fez questão de falar sobre o crime e criticar como a opinião pública, por diversas vezes, tentou culpar Daniella pela situação. 

Com o lançamento da série "Pacto Brutal" da HBO MAX, é a vez das novas gerações conhecerem a história e da voz de Perez ser ouvida mais uma vez, para que a narrativa machista não tome conta outra vez da história de Daniella.

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Fotos do crime

As fotos explicitas do corpo de Daniella após as 18 punhaladas que levou de Guilherme Pádua foram um tópico que chamou atenção de quem assistiu os primeiros episódios do documentário.

Na internet, muitas pessoas criticaram a escolha e chamaram atenção para a falta de sensibilidade do documentário. No entanto, em entrevista exclusiva ao Splash, Gloria Perez revelou que a inclusão das fotos foi um desejo seu.

De acordo com a escritora, todos os arquivos e fotos do caso foram disponibilizados para a equipe da HBO. Para ela, é essencial que as pessoas entendam o tamanho da agressividade que envolveu o crime.

"Se você quer contar essa história, tem que mostrar o que eles fizeram", explica a escritora. "O que me incomoda é que esse crime tenha sido cometido e que tenha sido tratado da maneira que foi. Eu acho que as fotos não deixam minimizar nada", destacou.

Glória Perez explica o motivo de Guilherme não ter sido ouvido

 

Para a escritora, o caso teria sido reportado de maneira equivocada, muitas vezes tratado pela mídia e opinião popular como "passional", por motivos acidentais de explosão de emoções, como tentou se defender Pádua.

"Ele dizia que foi um acaso. Mas, não foi uma coisa casual. Quando você olha aquelas fotos, você vê que não tem nada de momento, foi feito de uma forma quase ritualística", ressaltou Perez.

Ela também contou sobre ter aceitado fazer parte do projeto para que a história pudesse ser contada com base nos autos do processo. 

"Não se trata mais de apresentar versões. É o processo que fala e é só por ele que você pode entender o que aconteceu e o porquê dois psicopatas foram condenados por homicídio duplamente qualificado."

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