Caso Beatriz

Mãe da menina Beatriz afirma que não foi avisada sobre a identificação do suspeito: 'desumano'


Suspeito de assassinar a menina foi identificado após exame de DNA

Adige Silva
Adige Silva
Publicado em 11/01/2022 às 20:57
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Foto: Reprodução / TV JC
Lucinha Motta, mãe da menina Beatriz, concedeu entrevista exclusiva à Rádio Jornal nesta quinta-feira (6) - FOTO: Foto: Reprodução / TV JC
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A mãe da menina Beatriz, assassinada com 42 facadas há 6 anos, Lucinha Mota, afirmou que não foi informada pelas autoridades sobre a identificação do suspeito de matar sua filha. A declaração foi dada por meio de uma transmissão no Instagram nesta quarta-feira (11).

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"Eu estou fazendo essa live pra dar um retorno para vocês a respeito dessa notícia (da identificação do suspeito). Primeiro, não estamos sabendo de absolutamente nada. Fomos pegos de surpresa. Um delegado não podia ter parado para me ligar? Isso é desumano", se queixou Lucinha.

A mulher também questionou o método usado, identificação por meio do exame do DNA, para identificar o suspeito. "Confessar para mim não é suficiente. O DNA não é suficiente. Muita coisa precisa se encaixar. Eu estou pedindo muito a deus pra que seja ele, para que a gente tenha paz após essa barbárie", desabafou a mãe.

Na mesma transmissão, Lucia afirmou que, apesar de não comunicada e convidada, irá a coletiva marcada pela Força Tarefa responsável por solucionar o caso nesta quarta-feira (12). O encontro será realizado às 9h, no auditório da Secretaria da Defesa Social (SDS), em Santo Amaro, área central do Recife.

"Sandro está dizendo que estaremos na coletiva amanhã, não fomos informados, mas vamos levar nossos advogados porque a gente precisa de respostas e já que a polícia não nos procurou, vamos para a coletiva. Vamos ter acesso ao inquérito para gente saber o que está acontecendo. Uma coisa é certa, amanhã a gente vai saber", afirmou a mãe da menina. Veja o vídeo:

Suspeito é identificado

O autor do assassinato da menina Beatriz foi identificado pela Polícia Civil nesta terça-feira (11). Em nota divulgada, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco informou que o suspeito já se encontra preso em uma unidade prisional do Estado por cometer outros delitos. Após ser interrogado pelos delegados da Força Tarefa, o homem confessou o assassinato da menina. 

Embora a polícia não tenha divulgado a identidade do suspeito, segundo o portal G1, ele chama-se Marcelo da Silva, de 40 anos. Ele já estava preso em Salgueiro, no Sertão do Estado.

Confira a nota da SDS-PE

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, por meio do trabalho conjunto das forças estaduais de segurança pública, chegou, nesta terça-feira (11), ao autor do assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, ocorrido em 2015, em Petrolina. Por determinação do governador Paulo Câmara, a Força Tarefa - criada em 2019 para investigar o caso foi mantida mobilizada até a elucidação deste crime. A equipe revisitou todo o inquérito e realizou novas diligências. A identificação do suspeito se deu por meio de análises do banco de perfis genéticos do Instituto de Genética Forense Eduardo Campos, realizadas no dia de hoje, que identificou o DNA recolhido na faca utilizada no crime. Em confrontação de perfis genéticos do banco, chegou-se ao DNA do suspeito, que se encontra preso por outros delitos em uma unidade prisional do Estado. Ao ser ouvido pelos delegados da Força Tarefa, confessou o assassinato e foi indiciado.

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